AutoLoad Day 2025: um novo capítulo para a logística de terminais e bases de distribuição de combustíveis

O AutoLoad Day 2025 foi mais que um evento. Foi a celebração de uma trajetória construída ao longo de mais de vinte anos de experiência prática em processo, automação, tecnologia e resultados consistentes em dezenas de implantações realizadas. Em um encontro que reuniu clientes, especialistas e parceiros estratégicos, o dia marcou uma síntese do que há de mais avançado na logística automatizada do setor.

O AutoLoad é uma solução abrangente e integrada dedicada à automação e à gestão logística de terminais e bases de distribuição de combustíveis. Seu propósito é ampliar a capacidade de movimentação, maximizar a eficiência operacional, prevenir fraudes e desvios por meio de rastreabilidade completa e melhorar a segurança operacional. 

A plataforma oferece controle em tempo real dos estoques e movimentações, reduz custos, conecta sistemas e centraliza informações críticas em um único fluxo. Ao atender alguns dos principais terminais do país, o AutoLoad se consolidou como uma ferramenta que aumenta a rentabilidade do capital ao reduzir riscos, eliminar gargalos e elevar o padrão de eficiência logística.

Desde os primeiros momentos do evento, o clima era de integração e troca de conhecimento. A programação apresentou um panorama completo da evolução do AutoLoad e das demandas atuais dos terminais e bases. Em seguida, os participantes acompanharam uma visão clara da automação aplicada ao campo, incluindo a instrumentação e os equipamentos que conversam diretamente com o sistema. 

Na sequência, foi apresentada uma visão abrangente dos módulos do AutoLoad, passando por agendamento, controle de filas, acesso, operação de carregamento e descarregamento, tancagem, inventário e portal do cliente. O ponto alto da experiência ficou por conta das sessões práticas em que profissionais operaram simulações reais dos processos de um terminal. Esse contato direto com o sistema reforçou como a plataforma integra etapas críticas, elimina retrabalho e potencializa o controle operacional.

A tarde foi marcada por discussões sobre gestão documental inteligente com o AutoChecker, solução que unifica validação e autenticação de documentos logísticos e reduz riscos regulatórios e operacionais. 

O evento avançou para a apresentação do Roadmap 2026, revelando a próxima evolução da plataforma com o AutoLoad Cloud, uma solução em nuvem preparada para operações mais conectadas e inteligentes. A visão do futuro inclui inteligência artificial e agentes autônomos capazes de aprender com o comportamento das plantas, antecipar demandas e apoiar decisões críticas em tempo real. 

Como destacou o Diretor de Negócios, Adriano Macário, “o futuro do AutoLoad é ser o cérebro digital da operação logística, integrando pessoas, processos e dados para transformar informação em inteligência e automação em vantagem competitiva”.

A realização do AutoLoad Day contou com o apoio essencial da PHD Master e da TS Pro. As duas parceiras foram decisivas para enriquecer o conteúdo, fortalecer a articulação com o mercado e garantir uma experiência prática e alinhada às necessidades reais dos terminais e bases de combustíveis.

O AutoLoad Day 2025 encerrou deixando claro que o setor de terminais e bases vive um novo ciclo. Mais integrado, mais inteligente, mais seguro. E o AutoLoad, agora evoluindo para o AutoLoad Cloud, segue consolidado como a plataforma conectada a essa transformação.

Petrobras avalia contrato com Automind em nível de excelência

O contrato iniciado em 2014 contemplou Serviços de Assistência Técnica a bordo das Plataformas, e Gestão Metrológica realizada em terra para os Sistemas de Medição das Plataformas P50, P52, P53, P54, P55, P62, P74 e apenas Gestão Metrológica do Sistema de Medição da Plataforma FPSO-NIT.

O objetivo era garantir a integridade dos sistemas de medição fiscal, apropriação, operacional e de custódia, mantendo sua conformidade quanto aos requisitos do Regulamento Técnico de Medição aprovado na Resolução Conjunta ANP/INMETRO Nº 01:2013. Os serviços foram executados de acordo com os requisitos da Norma ABNT NBR ISO 10012:2004 e Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005.

Para a execução dos serviços de calibração dos instrumentos que compõem o sistema de medição, a Automind estruturou um Laboratório de Calibração Acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO (CGCRE), segundo a Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 (Rede Brasileira de Calibração - RBC), capacitado para realizar serviços em suas instalações, nas instalações do cliente e em instalações móveis.

“Para realização do contrato investimos no desenvolvimento da equipe, equipamentos, padronização de processos e implementação do Sistema de Gestão, recursos que impactaram diretamente a obter o nível de avaliação de “Excelência” pela Petrobras, atingindo uma nota média de 93% para os quatro anos de contrato”, informou Carlos França, Líder de Negócios da Automind.

Para ampliar os serviços realizados pelo laboratório, a Automind está obtendo  a atualização e extensão do escopo de acreditação para calibração de instrumentos de medição de pressão (-97kPa a 100MPa), de temperatura (-140°C à 1700°C) e de dimensional para inspeção de placas de orifício e trechos retos de medição, com medições lineares, de rugosidade, de forma, de posição e orientação em peças diversas.

Um dos investimentos realizados durante o período do contrato foi o desenvolvimento de um produto para apoiar a equipe de gestão no monitoramento e diagnóstico das variáveis de processo dos sistemas de medição. O produto desenvolvido, denominado de AUTOMED é um produto Integrado para Gestão de Sistemas de Medição, que possui funcionalidades para monitoramento de variáveis do sistema de medição e de processo, geração, diagnóstico e envio de arquivos de produção, gestão e cadastro de dados de produção, notificação de falha dos sistemas de medição, gestão de testes de poços de produção e integridade de equipamentos de medição.

API 2350 – Proteção contra transbordamento de tanques de armazenamento em instalações petrolíferas

A API 2350 está em sua 4ª edição, sendo que a 5ª está prevista até o próximo ano. Nela é esperado o esclarecimento de assuntos que geram dúvidas de interpretação sem grandes mudanças em procedimentos.

Na API 2350 são definidos os níveis de preocupação do produto dentro do tanque. São eles:

A distância entre o nível muito alto e crítico (h) deve ser calculada em função do tempo de ação para bloqueio do tanque, antes que o produto atinja o nível crítico. Essa distância não deve ser inferior a três polegadas.

O nível máximo operacional deve ser determinado abaixo e o mais próximo possível do nível muito alto para que não haja perda de armazenamento, entretanto, deverão ser levados em consideração fatores externos para evitar o acionamento indevido do alarme de nível muito alto, como dilatação térmica, turbulência e abalos sísmicos.

A API 2350 apresenta um método de proteção contra transbordamento utilizando um AOPS (Automatic Overfill Prevention System), cuja aplicação poderá reduzir a distância entre o nível muito alto e crítico e, como consequência, elevar a altura do nível máximo operacional.

A API 2350 até a sua 3ª edição recomendava boas práticas para prevenção contra transbordamento. Em sua 4ª edição a API 2350 deixou de ser uma recomendação de boas práticas e passou a ser uma norma.

No Brasil, a API 2350 é uma referência normativa e é citada como documento indispensável para aplicação da norma ABNT NBR 17505, que especifica os requisitos exigíveis para armazenamento de líquidos combustíveis e inflamáveis, definidos na ABNT NBR 17505-2:2015.

Além da norma ABNT, algumas unidades do corpo de bombeiros, em forma de Instrução Técnica, que tem o objetivo de estabelecer os requisitos mínimos necessários para a elaboração de projeto e dimensionamento das medidas de segurança contra incêndio exigidos para instalações de produção, armazenamento, manipulação e distribuição de líquidos combustíveis e inflamáveis, sinalizam a consulta à API 2350 quanto aos meios de prevenir o enchimento excessivo.

Qual o impacto para adequação a API 2350?

Quando tratamos do assunto, uma das primeiras perguntas que o time da operação faz é: para a adequação a API 2350 será necessário reduzir o nível operacional dos tanques? E a resposta é: depende. A categoria a ser aplicada para adequação da API 2350 dependerá da instrumentação existente, dos procedimentos operacionais, da análise de risco do processo, da probabilidade de falha sobre demanda dos sistemas instrumentados, entre outros fatores.

Definida a categoria, o terminal poderá tomar a decisão de utilizar uma categoria mais alta, elevando o nível máximo operacional do tanque, uma vez que o tempo de resposta necessário para bloqueio do tanque, em caso de alarme muito alto, será reduzido.

O contrário também poderá ocorrer, e o nível máximo operacional deverá ser reduzido caso o terminal esteja operando o tanque em uma categoria que não seja compatível com o tempo real de resposta para bloqueio do tanque.

Caso o tempo de resposta para bloqueio do tanque não seja calculado, a API 2350 determina os tempos mínimos por categoria conforme segue:

Categoria I – 45 minutos

Categoria II – 30 minutos

Categoria III – 15 minutos

AOPS

O AOPS (Automatic Overfill Prevention Systems) foi criado para ser utilizado em tanques classificados em qualquer uma das três categorias. A vantagem do AOPS é a capacidade de realizar a interrupção do recebimento através de um elemento final, por exemplo a válvula de entrada do tanque, sem a intervenção humana. A AOPS é composta de 3 componentes: elemento sensor, logic solver e elemento final. O sensor de nível alto-alto deve iniciar uma função de segurança no logic solver, que acionará o fechamento do elemento final, ou seja, a válvula de entrada do tanque, interrompendo assim a elevação do nível do tanque.

É importante destacar que este fechamento da válvula deve ter seu tempo calculado para evitar o rompimento da via de entrada conectada ao expedidor do produto.