Origem Energia: como a integração multimodal elevou a eficiência no escoamento de petróleo em Maceió

Um ativo estratégico no coração do Nordeste

Em 2025, a Origem Energia assumiu a gestão do Terminal Aquaviário de Maceió (TAMAC / área MAC11A), um dos ativos mais importantes da logística de petróleo no Brasil. Localizado no Porto de Maceió, em Alagoas, o terminal recebe o petróleo do campo de Pilar, transportado pelo oleoduto Pilar–Maceió (OPMAC), e conduz esse fluxo até a carga dos navios.

Com capacidade de armazenagem distribuída em dez tanques, cinco destinados ao petróleo bruto e cinco para derivados e etanol, o TAMAC atua como um ponto estratégico de escoamento. Além de ser um espaço de estocagem, ele funciona como um centro integrado de operações rodoviárias, dutoviárias e marítimas que precisam operar de forma sincronizada e confiável.

O desafio: padronizar e integrar operações complexas

Ao assumir o terminal, a Origem Energia tinha a missão de estruturar processos que assegurassem eficiência e governança em todas as etapas. Isso significava implementar mecanismos que garantissem medições precisas de volumes de petróleo e derivados, reconciliar inventários conforme normas nacionais e internacionais, registrar cada movimentação de forma rastreável e integrar laudos e documentos operacionais em um sistema unificado.

Outro ponto fundamental era manter todas as informações conectadas ao ERP corporativo, disponibilizando relatórios e dashboards em tempo real para apoiar decisões rápidas e seguras. A meta era transformar a operação em um ambiente digital e ágil, com total confiabilidade.

A solução: tecnologia como elo de integração

Para alcançar esse objetivo, a Origem Energia implantou o AutoLoad, solução da AutoMind voltada à digitalização da jornada logística de granéis líquidos. A ferramenta trouxe visibilidade, padronização e inteligência para todas as operações do TAMAC.

Cada módulo teve um papel essencial:

O AutoLoad também foi parametrizado para movimentação de petróleo bruto, com cálculos automáticos de conversão, aplicação de BSW (Basic Sediment & Water) e deduções de água e sedimentos nos balanços. Isso trouxe ainda mais confiabilidade aos processos de fechamento.

Os resultados: eficiência, confiança e competitividade

Com a digitalização do TAMAC, a Origem Energia alcançou um novo patamar de integração operacional.

Hoje, o terminal conta com:

Esse movimento fortalece a posição da Origem Energia como referência em governança e eficiência no setor, além de contribuir para o avanço da logística de combustíveis no Brasil.

Um marco para a logística nacional

A parceria entre Origem Energia e AutoMind reforça o impacto da transformação digital em infraestruturas críticas. O AutoLoad demonstrou sua capacidade de integrar diferentes modais, assegurar padrões metrológicos e oferecer transparência para a cadeia logística.

Mais do que uma iniciativa bem-sucedida, o projeto do TAMAC se consolida como um marco para a evolução da logística nacional de granéis líquidos, unindo eficiência, segurança e governança em benefício de toda a cadeia de valor.

O Dilema do Crescimento: Como a Pandenor Expandiu 60 Mil m³ Sem Construir Uma Única Baia

Resumo

A Pandenor, uma das principais operadoras de terminais de granéis líquidos no Porto de Suape-PE, enfrentava um dilema comum em operações maduras: como expandir sua capacidade logística em 60 mil m³ sem espaço físico disponível nem margem para obras demoradas e caras. Pelos métodos tradicionais, seriam necessárias pelo menos quatro novas baias. Mas a resposta veio de outra forma, tecnológica, inteligente e surpreendente.

Com o AutoLoad, sistema desenvolvido pela AutoMind, o terminal transformou sua dinâmica operacional sem levantar uma única parede. O movimento intenso no pátio foi reorganizado em uma rotina mais previsível, fluida e eficiente: agendamento digital, controle automatizado de filas, automação completa de processos e rastreabilidade em tempo real. Cada caminhão passou a ter seu momento certo de chegar, carregar e sair, como uma orquestra logística em sincronia.

O impacto foi imediato: 40% de aumento na produtividade da movimentação rodoviária, fim das filas, redução drástica nas horas extras e, o mais impressionante, a capacidade de absorver todo o crescimento projetado sem a construção de novas estruturas. A tecnologia não apenas resolveu um gargalo: ela redefiniu a maneira de operar, maximizando o uso dos ativos existentes e elevando o padrão de serviço.

Mais do que um software, o AutoLoad entregou uma nova filosofia operacional, mais enxuta, mais eficiente e mais estratégica. Quer saber como isso foi possível, na prática? O case completo mostra por que o futuro da logística não está apenas em construir mais, mas em operar melhor.

Quando o sucesso traz desafios

No Porto de Suape, em Pernambuco, a Pandenor enfrentava o tipo de problema que toda empresa sonha em ter - mas que pode virar um pesadelo se não for bem resolvido. Após mais de 20 anos operando como especialista em armazenagem e movimentação de líquidos derivados de petróleo, biocombustíveis, químicos e petroquímicos, o terminal estava literalmente explodindo de demanda.

A empresa precisava expandir sua capacidade em 60.000 m³ para continuar competitiva no mercado. Mas tinha uma questão: não havia espaço físico para crescer.

Pelos métodos tradicionais, seria necessário construir pelo menos 4 novas baias de carregamento, um investimento pesado em obras civis, equipamentos e, pior ainda, interrupções na operação durante meses de construção. Mas o desafio da Pandenor ia além do espaço. O terminal vivia uma montanha-russa operacional diária que estava custando caro. Algo precisava ser feito. 

Imagine a cena

Imagine a cena: às 6h da manhã, o pátio estava vazio. Às 10h, dezenas de caminhões-tanque formavam enormes filas. Às 14h, algumas baias ficavam ociosas enquanto outras não davam conta da demanda. Pior: no final do dia, a equipe precisava trabalhar horas extras para dar conta do que havia chegado na reta final do expediente.

Essa irregularidade no fluxo não era apenas um incômodo - mas um ponto de estrangulamento da operação que literalmente drenava recursos. Os custos com horas extras disparavam, a gestão de recursos humanos virava um quebra-cabeças diário, e havia o risco de comprometer a previsibilidade do serviço, abalando a qualidade do serviço.

Paulo Perez, Superintendente da companhia, sabia que algo precisava mudar. Mas construir novas baias não era apenas caro - em um porto como Suape, onde cada metro quadrado é precioso, simplesmente não havia espaço disponível. Então, veio a grande virada.

A virada de jogo

Foi aí que a AutoMind entrou na história com uma proposta que parecia quase mágica: "E se você alcançasse a capacidade de 4 baias novas sem precisar construir nenhuma?"

O AutoLoad chegou à Pandenor não como mais um software, mas como uma nova forma de pensar a operação. A ideia era simples e revolucionária ao mesmo tempo: em vez de expandir horizontalmente (mais baias), que tal expandir verticalmente a eficiência das baias existentes?

A transformação em ação

A implementação começou atuando no ponto mais sensível: a imprevisibilidade no fluxo de caminhões.. O sistema de agendamento do AutoLoad transformou a chegada aleatória de veículos em uma sinfonia perfeitamente orquestrada. Cada caminhão passou a ter seu horário marcado.

O controle inteligente de filas eliminou as antigas cenas de caminhões chegando sem agendamento e formando longas filas no pátio. Com o AutoLoad, cada veículo passou a ter horário marcado, e os motoristas sabem exatamente quando e onde devem estar. O resultado é previsibilidade operacional, menor tempo de espera e um fluxo logístico muito mais eficiente.

Mas o verdadeiro diferencial veio com a automação dos processos. Tarefas que antes dependiam de intervenção humana constante se tornaram automáticas. O sistema não apenas acelerou as operações de carga e descarga - ele as tornou previsíveis e confiáveis.

A rastreabilidade em tempo real deu ao terminal uma visão de raio-X de toda a operação. Paulo e sua equipe podiam acompanhar cada movimento, cada carregamento, cada anomalia - tudo em tempo real, com a segurança que o setor de líquidos perigosos exige.

O resultado surpreendeu até os mais otimistas

Os números falam por si: 40% de aumento na produtividade da movimentação rodoviária. Mas mais impressionante que isso foi o que não precisou ser feito.

A Pandenor conseguiu absorver completamente o crescimento de 60.000 m³ sem construir uma única baia nova. O investimento que seria necessário para obras civis foi redirecionado para outras áreas estratégicas, e o terminal continuou operando normalmente durante toda a transformação.

As horas extras que antes eram rotina se tornaram exceção. O fluxo irregular de caminhões se transformou em um ballet operacional perfeitamente sincronizado. E os clientes? Finalmente tinham a previsibilidade que tanto buscavam.

"Agora o Terminal pode disponibilizar para seus clientes um serviço de agendamento preciso, que garante uma previsibilidade de atendimento", conta Paulo Perez. "Fornecemos em tempo real a situação dos carregamentos, com detalhes de entradas e saídas dos caminhões-tanques, quantidades, produtos e horários.

Mais que números: uma nova filosofia

O caso da Pandenor prova algo fundamental: às vezes, a solução para crescer não está em construir mais, mas em otimizar melhor o que já existe. A AutoMind não apenas entregou um sistema - ela entregou uma nova forma de pensar a operação portuária.

Para a Pandenor, significou transformar uma limitação física em uma vantagem competitiva. Para o Porto de Suape, representou um exemplo de como a tecnologia pode maximizar a utilização de espaços preciosos. E para o setor de granéis líquidos como um todo, foi a demonstração de que o futuro não está necessariamente em ter mais ativos, mas em fazer os ativos existentes trabalharem de forma mais inteligente.

No final das contas, a Pandenor não apenas resolveu seu problema de capacidade - ela redefiniu o que significa crescer de forma sustentável em um terminal portuário

Automind assina contrato para implantação do Autoload® em três bases da Petrobahia

A avaliação técnica do projeto foi iniciada em julho do ano passado, tendo a  Automind como participante, bem como outros players nacionais e internacionais de fornecimento de sistemas de automação para terminais.

O processo de avaliação técnica foi liderado por Ricardo Andrade, Gerente de PP&D da Petrobahia. “Por se tratar de um investimento de grande porte para a Petrobahia, dedicamos o tempo necessário para avaliação técnica dos produtos existentes no mercado. Decidimos não ter pressa nessa fase do processo, identificando de forma quantitativa e qualitativa o atendimento aos nossos requisitos”, pontuou Ricardo Andrade.

“Sabíamos que nenhum produto no mercado atenderia completamente nossas expectativas. Seria necessária a execução de customizações para cumprir com todas as regras de negócio demandadas em nossas reuniões de processo, entretanto, não seria economicamente viável adquirir um sistema desta natureza. Buscávamos soluções consolidadas e com uma base instalada sólida. Um produto que atendesse grande parte dos nossos requisitos com funcionalidades nativas e que tivessem flexibilidade em realizar personalizações”, continuou Ricardo Andrade.

A melhor solução foi apresentada pela Automind e culminou com a aquisição do Autoload® pela Petrobahia, mais especificamente dos módulos de agendamento, controle de acesso, controle de filas, carregamento e descarregamento, controle de bombas e inventário, além de um pacote de customizações para atender dez regras de negócio específicas.

“O tempo dedicado pela Petrobahia no processo de avaliação técnica contribuiu muito para definição clara do escopo a ser ofertado. Como no processo de avaliação foram incluídas as três bases, o atendimento aos requisitos permitirá que todas possuam uma única versão do Autoload®, mesmo com as customizações, impactando diretamente e de forma positiva nos custos de implantação do sistema, o que tornou nossa oferta mais competitiva”, comentou o Diretor de Negócios da Automind, Adriano Macário.

O prazo de implantação do Autoload® nas três bases é de 240 dias corridos, com previsão de término para dezembro deste ano.